Os cães são como as pessoas, apesar de pertencerem a uma mesma raça, tem seu próprio caráter e personalidade, portanto devemos selecionar o exemplar adequado para cada caso, assegurando sua inclusão ao grupo de trabalho.
Uma das formas de eleger o cão, e é a que utilizamos até agora em nosso grupo, é o teste de Campbell, onde medimos, entre outras coisas:
......• Atração Social
......• Seguir ao dono
......• Dominação Social
......• Dignidade
......• Sensibilidade a dor
......• Sensibilidade sonora
......• Sensibilidade visual
Através desta técnica, a qual se aplica a partir de dois meses de idade, infere se o cachorro vai ter um carácter dominante, equilibrado, submisso, independente , etc.
Recomendamos, dado os resultados obtidos, o Labrador e o Golden Retriever.
Porque?
Estes cães nasceram como cães de caça e seu temperamento responde a este fim, mas sua versatilidade o faz ainda mais adequado para a zooterapia.
São cães de estrutura forte, ágeis e ativos e sobretudo de muito bom caráter. São inteligentes e entusiastas frente as consignas.
Aprendem com facilidade. Tem excelente temperamento e são muito sociáveis.
Sua postura paciente e amável com as crianças, o converte num cão seguro e confiável para este trabalho.
Além disso, ressaltamos sua característica de necessitar muito exercício, tornando-o um cão incansável para trabalhar com diferentes grupos de pacientes.
Tambem devemos comentar, que embora recomendemos estas raças, estas não são as únicas. Temos incorporado raças Boiadero de Berna, Shetland, ao Basset Hound e o notavel Terranova, que nos tem brindado com muitas surpresas que desconhecíamos. Por isso definir a raça mais adequada de trabalho passa pela experiencia propria, o pedigree e o resultado final do teste de Campbell.- Temos encontrado, em cães denominados como de "segurança" tais como Doberman, e Schnauzer, qualidades assombrosas que estamos avaliando . Ver características em:
http://www.razas-de-perros.com/
Nossos cães foram incluídos desde o começo a participar das atividades, no principio de forma passiva, depois - e uma vez adestrados-, na forma ativa.
Respeitamos suas horas de descanso e desde o começo, como já expliquei, os integramos a um ambiente familiar e sobretudo ao contato com crianças. Não vivem em canis e quando se trata de não estar em contato com pacientes, permanecem em grupo, por varias razões, algumas delas:
......• seguem praticando os jogos aprendidos por eles
......• melhoram o trabalho grupal
......• aprendem a compartilhar espaços.
Ressaltamos ainda que a alimentação é sumamente importante:
Quantidade dupla ao que um cão comeria normalmente, graças as calorias perdidas durante as atividades
Agregam-se suplementos vitamínicos e proteínas essenciais.
Em nosso trabalho diário temos comprovado que o uso de proteínas como suplemento na dieta, melhora o caráter e os faz mais resistentes ao estresse e enfermidades. A vida util de um cão terapeuta é em torno de 6 ou 7 anos. Embora não existam explicações científicas, há constatações da própria prática.
Alimentam-se pela manhã, 2 horas antes de começar a chegar os grupos de pacientes, e ao meio dia voltam a comer ração e posteriormente descansam. É importante “baixar a ansiedade” pelos jogos, antes de se alimentarem.
São vermifugados 1 vez ao mes e banhados semanalmente com shampoo desinfetante.
Fonte: http://www.zooterapia.gov.ar/Terapia/Terapia.htm
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